Um dia...
Era de noite.
Acordei, sentado em mim.
Baralhei-me de suores e orientação.
Apenas era de noite de um dia... qualquer
Não senti a existência de nada.
Um nada cheio.... de vazio
Mas o leve permanecia pesado e intenso.
Tive o cheiro do passado, do presente, e do não futuro.
Odor, em todos os pontos cardeais.
Perdoei-me por instinto...
Perdoei-me na recordatória...
Perdoei-me na subtileza
Perdoei-me por existir
Perdoei-me por ser cruel
Perdoei-me por ser bondoso
Perdoei-me por mentir
Perdoei-me por dizer a verdade
Perdoei-me por ser pecador
Perdoar; é a chave de Sol, para afirmar...
Fui canção de Amor.