quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Contra-Veneno

Sai-me do peito o odor envenenado da raiva
Pendulo maldito que valsa entre ódio e a desilusão
Sobra-me pele enrrugada de contraverbios recebidos
Pasmos de desatitudes desumanas
Vómitos sangrentos do não saber estar
E na procura agreste de um contra-veneno
Encontro chão vidrado
Mil graus que o derretem...
Mas apenas ao vidro...
Preso dos pulsos; resta-me respirar...
Este enxofre da vida
Este oxido humano..
As 24 horas do dia deveriam de se resumir a um punhado de segundos.
Aqueles do sossego... Aqueles do nada...
Ou nenhuns...
Nem o relogio nasceu... foi inventado...
Nem a merda da escala está certa...
Empurrando o erro para um dia... a mais... no final de um ano qualquer...
Ou então um 29 que deixa de existir... e depois aparece...
É de vomitar a rir...
E perdura...
Que amargura, este meu peito... onde me deito...
Sonhando e amando um Contra-Veneno.
Ter, para ser retirado...
Mal amado...
Censurado...
Vivo num Pais de animais onde sacam o suor e a carne de quem cria e produz.
Animais pertencentes a uma corja de um verdadeiro negro profundo.
Mas eu venço... Rasgo-me... Mas venço!
Contra-Veneno!